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V Semana da Capoeira no Recife - 01.09.2018

COORDENAçãO-GERAL DE PROMOçãO E SUSTENTABILIDADE - CGPS
Atualizado em 05/04/2019

V Semana da CapoeiraNo dia 01.09.2018, no Bairro do Recife, aconteceu a 5º Semana Municipal da Capoeira, no Paço do Frevo.

O evento, promovido pela Prefeitura do Recife foi iniciado com homenagens ao Mestre Sapo, prógono da capoeira de Angola, que faleceu neste respectivo ano. A mãe do conhecido mestre recebeu uma placa homenageando-o. Em resposta ao presente, ela disse: “Agraço de coração à Prefeitura do Recife por essa homenagem. Meu filho ajudou muita gente através da capoeira.” E, ainda, Sueli Valongueiro, ex-companheira de Humberto afirmou seu amor pela capoeira dizendo: “Ele não jogava capoeira, ele vivia capoeira. Era o que mais lhe dava prazer. Ele deu muitas oportunidades aos jovens da comunidade (...). Ele não considerava a capoeira apenas um esporte, mas uma filosofia de vida.”.

Antes do início do evento de acordo com sua programação, uma roda de capoeira, promovida pelo Fórum Municipal Permanente de Políticas Públicas para a Capoeira, foi elaborada ao meio da rua, com um cortejo à volta da Praça do Arsenal com melodia, ao fundo, da Orquestra de Lagoa de Ouro, do Agreste de Pernambuco.

Durante a extensão do projeto, o mestre Sérgio Sena, do grupo Herança de Angola, explicou, resumidamente, a diferença entre a capoeira regional e a capoeira de Angola. Segundo ele, a capoeira angolana trabalha em maior nível com a luta. Por sua vez, a regional usa mais acrobacias e saltos, além da corda para definir a graduação de cada discípulo.

Mestre Sérgio aproveitou para falar sobre a ligação existente entre o Frevo e a Capoeira. De acordo com suas palavras, a capoeira se fez de formas dissemelhantes nas diferentes regiões escravistas que fora praticada anteriormente. Em Pernambuco, os praticantes sofriam perseguições, pois a prática capoeirista era proibida e, quando eram pegos, para não serem levados para a Ilha de Fernando de Noronha, alegavam estar dançando frevo. Ele diz: “a capoeira vem de um processo de luta e libertação” e completa: “o frevo surgiu a partir da capoeira, como instrumento de sobrevivência.”.

O evento, cujo tema foi Em Recife tem Dendê, teve continuidade até o dia 06.09, tendo como objetivo discutir os meios de preservação e difusão do patrimônio, contando com oficinas, rodas de conversa e capoeira. Também teve o apoio de instituições como o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan); contribuição organizacional da Gerência de Igualdade Racial da Secretaria de Desenvolvimento Social, Juventude, Políticas sobre Drogas e Direitos Humanos do Recife (SDSJPDDH); tendo como parceiras as Secretárias de Cultura, saúde e turismo, esporte e lazer, assim como também o Fórum Municipal Permanente de Políticas Públicas para Capoeira. Também teve a assistência do Movimento Negro Unificado e do Núcleo de Estudo Afro-brasileiro e indígena da Universidade Católica de Pernambuco.

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